5 filmes para assistir no verão!

Confesso que sem um ventilador na cara fico bem desanimada de pensar em assistir a qualquer coisa nesse calor. Se você tem ar-condicionado, parabéns, está salvo!

Quando pensei em fazer essa lista, tive a ideia de escolher filmes que na verdade se passassem no frio. De repente um ventinho ou um floquinho de neve pudesse atravessar a tela e nos ajudar… mas isso não acontece, infelizmente.

Então, fui olhando minha lista de filmes assistidos no Filmow e, no instinto, escolhi 5 que combinam com esse clima de bola de fogo.

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Dirty Dancing (Emile Ardolino, 1987)

Clichê dos clichês, mas como não amar? Tem filme mais férias/verão do que esse? Pra mim não tem. Desculpa se você não gosta, mas passei minha vida assistindo a esse filme na TV e ficou marcado pra sempre.

Vem pra esse ritmo quente, gente! Vem aprender a dançar com a Baby e o Patrick Swayze!

 

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O Palhaço (Selton Mello, 2011)

Sempre que penso nesse filme, lembro da cena em que um dos carros furrecas da trupe do Circo Esperança estraga na estrada, no meio do nada, debaixo do sol. E também do ventilador que o personagem do Selton Mello, o Benjamim, carrega pra todo lado.

Dos últimos filmes brasileiros que assisti, O Palhaço foi um que gostei bastante. É leve, divertido e trata ao mesmo tempo dos dramas de ser um palhaço de circo. É bem colorido e tem imagens lindas! Uma ótima pedida pra essas férias!

 

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Na Estrada (Walter Salles, 2012)

Um road movie bem intenso, com muita paisagens lindas dos EUA, muita paixão, muita música e muito drama. Mas não é lá um filme tão alegrinho quanto parece.

Também li o livro e ele é tão intenso quanto o filme, apesar de ter achado algumas partes difíceis de ler, meio longas e arrastadas demais. Mas depois que terminei fiquei meio deprê, com vontade de pular da janela e viajar sem rumo. Fica a dica.

 

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Lolita (Adrian Lyne, 1997)

Eu gosto muito de Lolita, tanto do livro quanto do filme (só assisti a essa versão). É um super clássico que merece ser lido e assistido.

Roupas frescas, banhos de mangueira, fugas, amores proibidos e muita informação pra gente pensar depois. Me deu até vontade de assistir de novo!

 

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A Vida Marinha com Steve Zissou (Wes Anderson, 2004)

Já falei sobre esse filme aqui, mas achei que valia a pena repeti-lo. É sem dúvidas, um dos melhores do Wes Anderson.

Se você gosta do mar, aventuras marítimas e bom humor, não tem erro!

 

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E vocês, o que andam assistindo nessas férias de verão?

Contaí! o/

Os melhores filmes e as decepções de 2014!

Sim, finalmente 2014 está chegando ao fim! E chegou também a hora de fazer o balanço do que assisti ao longo desses meses, assim como fiz no ano passado.

Confesso que essa foi uma lista difícil de fazer, o que me deixa feliz porque, de certa forma, significa que assisti a muitos filmes que me agradaram. Já os desapontamentos foram bem fáceis de identificar, haha.

Bom, a maioria dos filmes legais que assisto, costumo colocar nos Filmes da Semana, mas esses daqui foram os que se destacaram por algum motivo. O engraçado é que depois que fiz a lista, notei que falei sobre quase todos eles aqui no blog, o que também faz muito sentido! Então, vamos lá.

 

 ♥ O Gosto do Chá

Geralmente não consigo fazer essas definições, mas posso dizer com segurança que a melhor descoberta de filme que fiz esse ano foi O Gosto do Chá. Ele entrou direto pra minha lista de melhores da vida, inclusive! Mas não vou falar muito porque já escrevi apaixonadamente sobre ele aqui.

 

 ♥ Miss Violence

Outro filme que mexeu com meu coração foi Miss Violence. Talvez tenha sido o filme mais impactante do ano. É daqueles que te tira completamente da zona de conforto, que te faz pensar nos relacionamentos familiares, no poder que as pessoas tem sobre as outras. É tenso. Tem resenha dele aqui no blog, mas se não quiser nenhum spoilerzinho, assista apenas ao trailer!

 

Palo Alto

Já disse por aqui que sou fã da Sofia Coppola e dessa família de gente talentosa. Adorei também Palo Alto, que foi o primeiro longa da Gia Coppola, sobrinha da Sofia. Embora tenha sido baseado em um livro de contos do James Franco, que não curto muito por motivos completamente abstratos, o filme é lindíssimo e muito bem realizado.

No post que escrevi sobre ele, comentei também que as cores – e a direção de arte de modo geral – do filme são belíssimas e voltarei a falar sobre isso no ano que vem.

 

 ♥ Picnic at Hanging Rock

Seguindo a vibe de histórias da adolescência, não poderia deixar de citar Picnic at Hanging Rock, um filme tão misterioso e estranho quanto a própria adolescência. Também escrevi bem enigmaticamente sobre ele aqui no blog. Não é um filme que se pode falar muito.

 

 ♥ O Duplo

Baseado no romance O Duplo, de Dostoiévski, arte maravilhosamente trabalhada e um combo de drama e humor meio obscuro. É muito inteligente e brinca bastante com nossa imaginação. Não é exatamente realista e já adianto que não tem nada a ver com aquele O Homem Duplicado – porque vi algumas pessoas compararem os dois.

Mas ainda não falei sobre ele por aqui e também não sei se já chegou aos cinemas, então fica a recomendação! Assistam ao trailer pra vocês terem um gostinho.

♥ O Profissional

Como assim demorei tanto pra assistir a esse filme? Já tinha ouvido falar e estava na minha listinha depois da empreitada de assistir a todos os filmes com a Natalie Portman. A curiosidade aumentou depois que fiquei sabendo que a música Matilda, do Alt J, foi inspirada na personagem da Natalie nesse filme.

Nunca poderia imaginar que seria tão bom! O título original é Léon, The Professional, e foi dirigido pelo Luc Besson. E é claro que ele vai merecer um post especial aqui no ano que vem!

 

 ♥ O Grande Hotel Budapeste

Embora esse não seja meu filme favorito do Wes Anderson, quis incluí-lo aqui porque foi um dos poucos filmes bons que assisti em uma sala de cinema de fato esse ano. Aqui na minha cidade não tem sido oferecida uma programação tão diversificada e acabamos ficando presos ao que tem nas redes de cinema dos shoppings.

Mas O Grande Hotel felizmente chegou aqui! É bonito, é engraçado e não tem como não agradar quem gosta do estilo do Wes.

 

♥ Inside Llewyn Davis

E por último, Inside Llewyn Davis, para acabar de derreter nossos corações. Fiz uma resenha detalhada e declarei todo o meu amor pelo filme nesse post.

Não tem nada que eu não tenha gostado nesse filme. História, estrutura narrativa, as cores, as músicas, o elenco…

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Bom, sobre as decepções, me surpreendi ao pensar que foram mais ou menos as mesmas do ano passado e 90% delas foram em relação a filmes de ficção científica ou de viagens espaciais. Junto com Gravidade e Elysium, que foram os que citei na lista passada, acrescento às decepções Oblivion, Monsters, Viagem à Lua de Jupiter, Contra o Tempo e Upside Down.

Não sei, talvez seja uma implicância minha, talvez eu esteja esperando algo que eu acho que seja óbvio que estejam nesses filmes e não está.

A questão é que a maioria deles tem ideias muito boas, como é o caso de Upside Down e Monsters. A base é bem original, mas o desenvolvimento da história sempre acaba no casal que quer ficar junto. As questões mais interessantes relativas à ficção científica em si quase nunca são exploradas e acaba que muita coisa fica mal explicada. Fora que esse tema do mocinho e da mocinha que tentam ficar juntos nem é desenvolvido com originalidade, é sempre a mesma coisa…

Sobre essa questão dou destaque especial ao Upside Down, que tem uma ótima ideia, um excelente elenco (Kirsten Dunst e Jim Sturgess), lindas imagens e efeitos gráficos, mas que me deixou muito irritada! Acho um desperdício de dinheiro, sinceramente. É um romance muito besta e o fato de que ele se passou naquele ambiente futurista e diferente não o deixou mais interessante.

Outro desabafo sobre isso é o fato de que nos “filmes do futuro” tudo é branco e de vidro e com telas de touch e todo mundo usa roupas que parecem de neoprene. Gente, vamos lá, isso não tem mais a cara do futuro. Tirando as naves voadoras, nossa vida já tem muitas semelhanças com isso. Inclusive, roupas de neoprene estiveram ou estão em alta de verdade. Será que não tem outras formas de pensar como seria o futuro? Esse é um terreno que pode ser explorado infinitamente e sem limites exatamente porque o que, pelo menos pra mim, torna o futuro tão misterioso é exatamente seu mistério! Ele pode ser o que quer que nossa cabeça imagine.

Mas, claro, não foi tudo ruim… Não posso deixar de mencionar alguns filmes nessa linha que assisti nesse ano que foram bons e bem originais em várias questões como Her, Mr. Nobody, Under the Skin, Interstellar e The American Astronaut.

Me planejei para escrever tanto sobre essa minha decepção, quanto sobre alguns desses filmes que citei agora, mas infelizmente não consegui. Enfim, gostaria de pensar melhor sobre essas questões, assistir a mais filmes de ficção científica e rever alguns que gostei para estruturar melhor minha crítica. Até porque comecei a me interessar por esse tema recentemente e sei que tem muita coisa mais antiga e boa que merece ser vista.

De qualquer forma, não queria deixar de compartilhar esse desabafo com vocês. De repente tem alguém aí que tem sentido a mesma ou então que tem algum filme pra indicar.

Bom, pessoal, acho que é isso tudo por hoje! Espero que tenham gostado das dicas. E claro que vou adorar saber quais foram os filmes legais que vocês assistiram nesse ano, me contem aí!

Obrigada mais uma vez por me acompanharem por aqui! No ano que vem tem mais!

<3

Em cartaz: Meta para 2015

Eu já contei pra vocês que, assim como muitas vezes compro livro pela capa, eu também guardo pôsteres bonitos de filmes, sem saber exatamente sobre o que eles são. Ou então, alguém me indica algum filme e depois vejo que o pôster é lindo e fico animada a assistir.

Pensando nisso, resolvi estabelecer uma meta. Selecionei alguns desses pôsteres de filmes (quase) desconhecidos por mim e decidi que vou assisti-los no ano que vem. Como vocês podem notar, fiz uma meta bem possível e bem pé no chão com apenas 12 filmes, ou seja, um por mês. Não adianta querer fazer metas loucas porque sei que vai ser difícil cumprir. Sempre aparecem filmes legais no caminho e a listinha acaba ficando pra trás.

Mas dessa vez vai ser totalmente possível e me comprometo a falar sobre cada um deles aqui no blog!

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1. A Guerra dos Botões (War of the Buttons, John Roberts, 1994)

2. Upstream Color (Shane Carruth, 2013)

 

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3. O Espírito da Colmeia (El Espiritu de la Colmena, Victor Erice, 1973)

4. O Discreto Charme da Burguesia (Le Charme Discret de La Bourgeoisie, Luis Buñel, 1972)

 

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5. Homens, Mulheres e Filhos (Men, Women & Children, Jason Reitman, 2014)

6. Ida (Pawel Pawlikowski, 2013)

 

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7. Submarine (Richard Ayoade, 2010)

8. Os Pássaros (The Birds, Alfred Hitchcock, 1963)

 

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9. Amores Expressos (Chunking Express, Wong Kar-Wai, 1994)

10. E.T, O Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982)

 

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11. Terra Estrangeira (Walter Salles, 1996)

12. Metropolis (Fritz Lang, 1927)

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Como contei, alguns filmes são um completo mistério pra mim, como Upstream Color, Terra Estrangeira, Ida e O Espírito da Colmeia. Esses totalmente me pegaram pelo cartaz+título. Já alguns são clássicos que eu nunca assisti, como o E.T., Metropolis e Os Pássaros. Listinhas de meta são boas exatamente pra colocar esses filmes que a gente fica enrolando pra assistir! Mas no geral, realmente não sei o que esperar dos filmes. Li a sinopse e vi o trailer de alguns, mas não li nada sobre eles, então vai ser só surpresa!

E vocês, já conhecem algum desses filmes? E fizeram alguma meta pra 2015 também?

Me contem! (:

(Obs.: Dudu, espero que fique animado com a lista também! <3)

Coisas aleatórias numa manhã de sábado #4

1. Não sei se vocês também estão achando isso, mas esse final de ano está parecendo mais conturbado do que o normal para as pessoas. Pelo menos para a maioria das pessoas que eu conheço. Todo mundo meio que deu uma sumida ou está na correria querendo que os trabalhos acabem… Êta fim de 2014 que não chega!

2. A partir da semana que vem vou voltar com a frequencia normal de posts por aqui também. Não por obrigação, nem nada, mas gosto de manter o ritmo. Até porque é também um momento mais descontraído em comparação com a formalidade da dissertação que preciso manter, então me faz bem.

3. Comecei a fazer uma listinha dos melhores e piores filmes de 2014, mas tá difícil! Queria também fazer uma lista-meta para o ano que vem, mas não sei se devo. Acho que acaba aparecendo mais um monte de filmes legais no caminho e os da lista acabam ficando pra trás.

4. Esse é o Filme de Aluguel de ontem e, provavelmente, é o que mais gostei até agora.

Bom sábado, gente!

Filmes da semana #10: especial suspense!

filmes da semana

Então, eu, particularmente, não comemoro o dia das bruxas. Participava das atividades e festinhas que aconteciam na escola, mas não faz parte dos meus rituais. Só que sou totalmente influenciável quando se trata de filmes de terror, que é uma das coisas que mais se comenta nessa época (pelo menos aqui na internet).

Naquele post sobre O Exorcista, comentei que assistir filmes de terror fez parte da minha adolescência e durante muito tempo era um dos poucos gêneros que eu gostava de ver. Hoje em dia já não curto mais filmes muito sanguinolentos e violentos até porque, depois de um tempo, acho que as histórias ficam repetitivas e pouco criativas. O que acaba importando no final é como os personagens vão sofrer e quantos litros de sangue vão jorrar.

Então, para os filmes dessa semana, selecionei alguns bons suspenses. Apenas um deles tem mortes e sangue, mas são mais terror psicológico do que qualquer outra coisa. Queria agradecer ao Francisco, um amigo que também gosta de filmes de suspense/terror. A gente sempre troca figurinhas sobre o que temos assistido. Dois dos filmes da lista foram indicados por ele. Valeu, Francisco!

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Perfect Blue (Satoshi Kon, 1997)

Dizem por aí que esse é o filme no qual Darren Aronofsky se baseou, ou copiou, para fazer Cisne Negro. Não tem nada comprovado, mas de fato as histórias, as cenas e até mesmo alguns planos são muito semelhantes. E não se enganem, é anime, mas é um filme extremamente tenso. É misterioso, é puzzle, é mindfucking total e eu assisti duas vezes para captar o que eu tinha perdido da primeira vez.

Mina Kirigoe fazia parte de um grupo musical muito bem sucedido chamado Cham. Porém, ela decide largar tudo e se dedicar à carreira de atriz. Esse processo de transição acabou sendo difícil, muitos fãs ficaram decepcionados e ela começa a achar que está sendo perseguida por um deles. A partir daí, as coisas ficam estranhas.

O filme realmente tem um espírito muito parecido com o de Cisne Negro, um suspense psicológico bem pesado. Aqui vai um trailer:

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Coherence (James Ward Byrkit, 2014)

Queria começar dizendo que esse é um bom filme. Tenho ficado muito decepcionada com os filmes de ficção científica ou que tem relação com questões astronômicas/cosmológicas lançados recentemente, mas esse me surpreendeu. Ele tem mistério e suspense na medida certa. Então, se você não gosta nem um pouco de terror e procura um bom suspense, eu recomendo Coherence – rimou!

A sinopse é adaptada do site oficial do filme: Em uma noite de uma anomalia astrológica, oito amigos em um jantar experienciam uma cadeia de enigmáticos acontecimentos durante a passagem de um cometa.

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O Inquilino (The Tenant, Roman Polanski, 1973)

Eu sou muito fã dos filmes do Polanski. Sou realmente fascinada com o clima de mistério que ele consegue criar. Escrevi um post há um tempo sobre os curtas que ele fazia quando era mais novo e desde aquela época ele já era muito bom para criar essa atmosfera de tensão tão pesada. Acho que essa é a palavra certa para falar dos filmes dele, eles são extremamente tensos. Quem teve a oportunidade de assistir O Bebê de Rosemary – que é um dos meus filmes favoritos da vida e estaria facilmente nessa lista – já teve uma excelente amostra dessa atmosfera aterrorizante e tensa que ele cria.

Em O Inquilino, o próprio Polanski atua. Ele faz o papel de um homem polonês que aluga um apartamento em um prédio antigo em Paris. Depois, ele acaba descobrindo que a mulher que morava ali antes dele se jogou da janela. Então, ele começa a ficar obcecado com a história dela e com os vizinhos.

Até o trailer é tenso, gente. Fico impressionada como os trailers de antigamente eram originais!

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E essas foram as minhas indicações dos filmes da semana! Como são filmes de suspense, tentei falar o mínimo possível para não estragar a experiência de ninguém.

Agora, não esqueçam de me contar se vocês assistiram ou vão assistir algum bom suspense/terror! Adoro dicas de filmes e eu anoto todas que vocês me falam aqui!

Boa sexta, gente!

Filmes da semana #9

Manhattan (Woody Allen, 1979)

Tem uma situação que sempre se repete aqui em casa. As vezes a gente fica naquela de querer ver um filme, mas nenhum dos que a gente tem serve. Não pode ser muito complexo, nem idiota… e aí a gente escolhe Woody Allen, haha! Polêmicas a parte, ele é um bom diretor e os filmes são sempre divertido, então não tem erro. Dessa vez finalmente assistimos Manhattan, que sempre ouvi dizer ser um dos melhores dele. E de fato gostei muito!

Woody Allen faz o papel de Isaac Davis um escritor de comédia divorciado que está numa crise com a ex-mulher que assumiu ser lésbica e decidiu publicar um livro polêmico contando intimidades da vida dos dois. Paralelamente, ele estava se relacionando com Tracy, uma garota de 17 anos. Neste meio tempo, Isaac conhece Mary, a amante de seu amigo, uma mulher madura, culta, letrada, com toda uma bagagem cultural nas costas. Num primeiro momento, Isaac fica incomodado com essa atitude, mas aos poucos os dois começam a se envolver também.

Deu pra pegar? É confuso mesmo, bem estilo Woody Allen com todos esses triângulos, quadrados e círculos amorosos!

O que mais me chamou atenção no filme, na verdade, foram os diálogos. São extensos e complexos em algumas partes. Não estou dizendo que são chatos, gente, pelo contrário. São inteligentes e bem naturais. Achei que foi uma super aula de roteiro. Escrever diálogos é o cão, escrever um filme que é basicamente construídos com diálogos, então, é foda mesmo! O elenco ajuda também, claro… Diana Keaton e Maryl Streep novinhas e super cabeludas.

Ou seja, pode confiar e assistir, gente. Vai ser bom!

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Os anões também começaram pequenos (Werner Herzog, 1970)

Se eu por acaso fizer uma lista dos filmes mais estranhos que assisti nos últimos tempos, este seria o topo da lista.

Num universo onde todos são anões, um grupo que vive num orfanato/reformatório começam a se rebelar. O diretor do lugar, captura um deles como refém para forçá-los a parar com a desordem, mas isso acaba não funcionando. O grupo se revolta ainda mais, começando uma verdadeira rebelião. Eles quebram coisas, lugares… Cometem uma série de atrocidades e crueldades com animais, com outros colegas, com eles mesmos.

O filme de fato foi bastante polêmico e banido em muitos países por conta de toda essa violência que foi real. Animais foram realmente mortos no filme, um dos anões foi atropelado, o outro se incendiou. Ou seja, uma série de acidentes que condiz totalmente com o ambiente de destruição que foi o filme.

É um filme esquisito, gente, muito esquisito, mas que no fundo acho que diz algo sobre como funcionam as coisas na sociedade quando se perde o controle do que está se fazendo. Também levanta questões sobre poder e autoridade por conta da relação dos rebelados com o diretor da instituição. Enfim, ainda não digeri completamente o filme e não fiz uma análise séria e profunda, mas queria indicá-lo pra vocês porque acredito que é um daqueles filmes que todo mundo deveria assistir, nem que seja pra achar louco e não saber o que dizer depois.

Não encontrei um trailer, mas tem o filme inteiro no youtube. Então resolvi linkar aí pra vocês poderem ver algumas imagens e entenderem do que estou falando!

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A Garota Ideal (Craig Gillespie, 2007)

Agora, só pra quebrar um pouco esse clima pesado, um filme mais levinho!

Lars é claramente um cara com problemas de socialização. Por conta dessa timidez exagerada, seu irmão e cunhada ficam surpresos quando ele conta que tem uma namorada, Bianca. Só tem um detalhe: a namorada é uma boneca inflável comprada na internet. A partir daí, o irmão nota que Lars tem um problema sério e o leva em uma médica/psicóloga, com a desculpa de Bianca é que estava doente.

O tratamento de Lars vai funcionando aos poucos, mas a questão é que Bianca começa a fazer parte da vida das pessoas de verdade. Os amigos e vizinhos não destratavam Lars por conta dela, ao contrário, falavam com Bianca com a mesma naturalidade que falavam com ele. A boneca, então, fica famosa. Arruma emprego, amigas, vai à missa, faz parte do quadro de professores da escola e por aí vai. Por causa de Bianca, aos poucos vamos tendo acesso ao verdadeiro problema de Lars, que vai muito além de ter uma boneca inflável como namorada.

Apesar de algumas forçações de barra – pela forma como ele agia, era claro que Lars tinha um problema sério antes. Se fosse uma pessoa real, acho que ninguém teria dúvidas! – é um bom filme, com uma pitada de humor, bem leve. E tem o Ryan Gosling, né? Ouvi dizer que esse seria uma versão ou foi inspirado ou parece com um outro filme japonês em que o personagem também tem uma namorada inflável. Só que o clima do filme é bem tenso e pesado, parece que acontecem coisas bizarras. Alguém conhece?

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Por hoje é isso tudo, pessoal! Me contem se vocês já viram algum desses! E também o que andam assistindo por aí!

<3

Filmes da semana #8

Computer Chess (Andrew Bujalski, 2013)

EUA, anos 80. Um grupo de pessoas – todos homens com a presença de apenas uma mulher – se reúnem em um hotel na Califórnia para o Torneio anual de xadrez de computadores (minha tradução). Homens, gênios da computação, jovens nerds, passam dias juntos, colocando seus computadores para jogar.

O plot é basicamente esse, mas, vou contar pra vocês, esse filme está entre os mais legais que assisti nesse ano. A começar pela história em si, que pra mim foi novidade. Esses torneios realmente aconteciam na década de 80 e são bem interessantes. Tem vários vídeos no youtube dos caras super concentrados com seus computadores gigantes. Momentos de tensão total!

Além disso, se vocês assistiram ao trailer puderam ver, esteticamente o filme é muito bem produzido. Ele é em preto e branco, a imagem meio granulada, meio acinzentada, bem cara de VHS. E toda a direção de arte, ambientação, caracterização dos personagens, tudo muito bem construído. É bem convincente, bem realista nesse sentido. Fiquei bem impressionada.

Não conheço o diretor, então não sei falar sobre ele, mas a construção da narrativa em si é também muito interessante. O filme tem uma pegada de documentário. O torneio está sendo transmitido pela TV, então tem um apresentador, entrevistas, elementos que nos dão a sensação de um doc. Por outro lado, tem cenas que os personagens fumam maconha e conversam coisas que parecem aleatórias, de forma tão natural, que me deixou na dúvida se aquilo estava previsto no roteiro. Foi uma impressão que tive, mas o cara é bom demais e provavelmente estava previsto.

De qualquer forma, além de toda a situação do torneio, como eles estão em um hotel, existem outras atividades acontecendo lá e outras pessoas hospedadas. Uma dessas atividades é um grupo religioso, meio místico, que fazem tive umas sessões de descarrego. Um dos personagens acaba se envolvendo com eles. Outro menino bem jovem também se encontra com um casal com intenções de fazer um swing. Enfim, esse lado do filme rende umas situações bem estranhas, meio surreais em comparação com o restante da história. Mas os caras não se distraem do torneio, não se “desvirtuam”, essas situações não acontecem simultaneamente. São pitadas de surrealismo sem muita explicação inseridos no meio da coisa toda.

Enfim, é um filme muito bem produzido, divertido, um pouco surreal em alguns aspectos. Tudo que eu aprecio em conjunto!

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O Abrigo (Take Shelter, Jeff Nichols, 2011)

Curtis e Samantha são casados, moram em Ohio e tem uma filhinha, Hannah. A menina perdeu a audição e os dois trabalham duro e começam a juntar dinheiro depois de saberem da possibilidade de uma cirurgia para a filha. Entretanto, no meio desse drama, Curtis começa a ficar obsessivo com uma tempestade que ele acredita que está por vir e que destruirá toda a cidade. Então, ele começa a ampliar o abrigo subterrâneo que já havia no quintal com o objetivo de construir uma “fortaleza” que possa proteger sua família da tempestade.

A princípio a sinopse me chamou muito atenção. Um homem atormentado por visões apocalípticas rende uma história excelente. De fato, o filme é muito bom nesse quesito. A forma como as visões afetam a vida de Curtis e como eles transformaram esses aspectos psicológicos em imagens me pareceram muito bem materializados. Os efeitos especiais, inclusive, são muito bons!

Apesar dessas coisas legais, tem algo que me incomodou bastante. Achei o filme meio machista. Não vou saber descrever as cenas com detalhes agora, mas de forma geral, achei que a personagem da mulher foi construída bem como “mulherzinha” mesmo. Ela praticamente aceita tudo que ele faz. Curtis fica completamente fora de si e ela permanece bem passiva, sem tomar a frente de nenhum problema. Mesmo quando eles brigam, ela não toma atitudes mais drásticas.

Acho que existe uma diferença entre você conviver com alguém que está alterado, se sentir inseguro quanto a isso e não saber como agir e você ter medo, não compreender o que está acontecendo, mas continuar “respeitando” o outro porque ele é seu marido. Enfim, foi o que eu senti nesse filme e por isso não gostei completamente.

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As 200 crianças do Dr. Korczak (Korczak, Andrzej Wajda, 1990)

O filme é baseado em fatos reais e conta uma parte da história de Janusz Korczak, um pediatra e pedagogo que cuidava de um orfanato para crianças judias em Varsórvia, na Polônia. Com a ocupação nazista, eles foram obrigados a sair dali e ir para o Gueto de Varsóvia.

É um filme bem tocante, não só por conta da guerra, que já é horrível por si só, mas por causa da dedicação e do amor que Korczak tinha com as crianças e vice-versa. Pensando que foram acontecimentos reais, é realmente impressionante o que o pedagogo fez. No Gueto, Korczak continuou desenvolvendo as atividades do orfanato como pode, tentando ensiná-los sobre a morte através de peças de teatro, continuando com as canções que cantavam antes, tentando prolongar a vida das crianças ao máximo e fazendo com que a existência deles fosse menos dolorosa.

Não sei muito sobre a vida dele, mas pretendo pesquisar. Parece que ele desenvolvia métodos educativos diferentes e experimentais no orfanato, mas não sei detalhes sobre isso. Li que o destino de Korczak e das crianças ainda é meio controverso. Dizem que morreram todos numa câmera de gás, mas há também outra história que diz que o comboio do trem em que estavam se soltou e todos conseguiram fugir.

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Se você está em dúvidas sobre o que assistir nesse fim de semana, estão aí minhas dicas!

E vocês, o que tem assistido de bom?

Bom fds, gente!