Pra não esquecer

É engraçado como às vezes a gente precisa do empurrão de alguém pra perceber certas coisas. Ou quem sabe um beliscão? A questão é que na maioria das vezes a pessoa nem percebe que causou esse efeito em você, mas causou e desencadeou um monte de outras coisas.

Aí você pergunta por que, Carol, você tá falando isso? Porque ontem o carteiro tocou aqui em casa, fui até lá e era um pacote da Isa (inclusive, visitem o blog dela!). Ela me mandou esses três livros da foto e disse que era pra gente nunca esquecer nossas paixões.

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Depois disso, comecei a ler um dos livros e pensar no que ela falou e me lembrar desse post que escrevi no ano passado. E eu ando tão preguiçosa, sem concentração pra ler e pra escrever, desanimada até pra ver filme. Então falei O QUE? Eu sei que temos altos e baixos, mas a vida não vai andar sozinha, não é mesmo? Quer dizer, a vida até vai, a gente e as nossas coisas não vão. E pensei em todos os projetos do blog que estão de lado, todos os vídeos que adoro fazer, todos os estudos de filmes que estão pela metade. Eu tenho um trabalho novo que está começando e tenho todas essas coisas maravilhosas que amo fazer e tenho tempo pra tudo, mas tava sendo mais fácil deixar a lontra abraçar minhas costas e me afundar. É sempre mais fácil. E eis aqui meu pequeno desabafo. Acho que esse texto é mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa, mas é sempre válido compartilhar essas coisas, né?

Sendo assim, Isa, obrigada demais pelo presente, ele foi o empurrão que eu precisava. Eu fiquei tão mas tão mas tão feliz! Ganhar presente, ganhar o presente certo e ainda da Isa! Até agora não sei como agradecer por ele e por essa amizade louca que aconteceu do nada. A única coisa ruim disso tudo é que você tá bem longe pra eu te dar um abraço, mas prometo que vou pra SP fazer isso e ainda levar meu bolo de côco.

Filmes da semana #15

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Primeiro Filmes da semana e do ano e eu JURO que só tem indicação boa! Acho que comecei o ano com o pé direito em relação ao cinema!

E vocês (aquela pergunta básica), o que andam assistindo por aí?

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Carol (Todd Haynes, 2015)

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Therese Belivet trabalha em uma loja de departamentos, no setor de brinquedos quando conhece Carol, uma mulher mais velha que havia ido até lá comprar um presente de Natal pra sua filha. Depois desse encontro, as duas acabam desenvolvendo uma relacionamento amoroso.

Amigos, apenas uma mensagem: vão ver esse filme. É sensível, é triste e retrata com muita delicadeza o drama de se envolver com uma pessoa do mesmo sexo naquele contexto da década de 50. Imaginem, hoje essa situação ainda está extremamente difícil mesmo com todas as lutas e todas as mudanças políticas que vem ocorrendo. O filme parece retratar bem as barreiras e angústias que as pessoas de mesmo sexo viviam para estarem juntas naquela época, principalmente se você era uma mulher casada e com filhos, o caso de Carol.

Ainda assim, o filme é bonito demais porque, ao meu ver, fala também sobre se apaixonar por alguém. E às vezes acontece assim, de repente, quando menos se espera e por alguém que menos se espera. Infelizmente a vontade de estar junto pode não superar toda a pressão da sociedade quando ela diz que não é certo estarem juntos, mas o sentimento, esse ninguém pode falar que não é certo. Então, gente, aproveitem que ele está em cartaz em muitos lugares, vejam se está aí na cidade de vocês e corram pra ver.

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The Lobster (Yorgos Lanthimos, 2015)

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Num futuro distópico, de acordo com as leis da Cidade, pessoas são proibidas de serem solteiras. Os que tiram o azar de ficarem sozinhos são levados para o Hotel e tem 45 dias para encontrarem um novo alguém e assim se tornarem um casal, sendo liberados pra viver em sociedade novamente. Aqueles que não conseguem cumprir a missão são transformados em um animal (as próprias pessoas escolhem qual animal será) e levados para a Floresta. Nesse contexto, acompanhamos a jornada de David na busca por uma parceira.

A sinopse podia ser maior porque na Floresta acontecem muitas outras coisas e fiquei com muita vontade de escrever aqui. Mas resolvi contar só isso porque era o que eu sabia quando vi o trailer. Por falar nisso, caso vocês assistam ao trailer, não se enganem, não é uma comédia romântica. É um filme muito estranho e denso e faz a gente ficar muito em dúvida se é melhor ser solteiro ou não, dentro da situação do filme. Ao mesmo tempo, faz a gente pensar bastante sobre essa estrutura familiar e monogâmica que é imposta na nossa sociedade. Enfim, de qualquer jeito, não tem uma perspectiva muito positiva, já aviso.

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Reality Bites (Ben Stiller, 1994)

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Um grupo de amigos acabou de se formar na faculdade e, de repente, foram todos empurrados pra realidade de conseguir um emprego, manter uma casa, ter um vida decente, se relacionar com outras pessoas, se apaixonar, procurar um sentido nas coisas do mundo… e ainda conseguir fazer tudo isso funcionar com as ideologias que eles tinham quando ainda eram estudantes.

Quando vi esse filme pela primeira vez eu era bem mais nova, devia ter uns 17 ou 18 anos. Lembro que gostei, mas agora, já tendo passado por essa fase de sair da faculdade, sair de casa e etc, acho que o filme fez muito mais sentido. Inclusive, eu nem achava que ia fazer tanto, porque ele é da década de 90 e pensei que “já tá velho, né?”. Mas, olha, tem uns probleminhas aí que não mudaram muito em 20 anos não, viu? Tem certos dramas que vão sempre andar juntos com nossa existência, ao que parece.

Se você já viu esse filme há algum tempo, assim como eu, recomendo assistir novamente. Apesar de ser um filme bem, digamos, jovem, é daqueles que fazem bem assistir quando estamos mais velhos. É minha impressão.

(E tem Winona e Ben Stiller novinhos com cara de anos 90, vale a pena!)

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Top 5 nostalgia

Bateu uma super nostalgia aqui esses dias porque tenho assistido a alguns clipes que eu gostava na adolescência. Saudades da época em que a única preocupação era chegar em casa da escola a tempo de assistir Disk MTV e no sábado voltar rápido do almoço pra ver Top 20. Quem viveu isso? Não é possível que foi só eu e minha irmã!

Teve um tempo que ficou especificamente marcado na memória (acho que entre 2002 e 2004) e eu quase que decorei quais os clipes que passavam no Top 20 nesses anos. Inclusive, tenho um VHS gravado com um dos programas. Preciso encontrar isso!

Então resolvi fazer essa sessão nostalgia e compartilhar com vocês alguns desses clipes que fizeram parte da minha infância/adolescência – todos os dias, por vários anos! São muitos, mas fiz o esforço de selecionar.

Alguns comentários:

1. Não tem como Complicated não ser meu número um. É o primeiro clipe que lembro quando penso nessa minha fase MTV. Acho que nenhuma outra banda/cantor(a) me marcou tanto quanto ela e tenho certeza que não fui a única. Quem não queria usar calça larga e usar gravata? Além de amar as músicas (o primeiro álbum mais especificamente), eu também vivi uma crise por causa da Avril… Pessoas costumavam dizer que nós éramos parecidas fisicamente e inclusive me chamavam de Avril Lavigne na escola, etc. Era bem chato, mas também secretamente legal já que era a cantora que eu mais gostava, haha! Ou seja, foi marcante em muitos níveis.

2. Don´t let me get me também é um que sempre me vem à mente. Eu costumava gostar de clipes que se passavam em ambiente de escola e etc, por razões óbvias, tipo All the things she said e Hollaback girl.

3. Acho que umas das primeiras vezes que prestei atenção nos clipes e gostei deles como vídeo, independente da música, foi quando assisti a esse do Oasis e do U2. Sempre achei que eram esteticamente diferentes e bonitos e me atraíam por isso. A história do cara com a sereia e em preto e branco me deixava vidrada!

4. Eu não estaria sendo honesta comigo nem com meu passado se eu não colocasse a Britney aqui. Eu era rock`n`roll, mas sempre gostei de dançar e não tenho vergonha disso. Nisso, Britney teve sua função. Eu via os clipes 300 vezes pra copiar a coreografia e dançar com minha irmã e amigas. Eu sabia várias (ainda sei, haha).

Agora quero saber o que vocês gostavam de ouvir na adolescência! Sem vergonhas, gente, todo mundo teve sua fase… Adoro essas histórias!

The end of the tour

Imagine que você é um jornalista e que teve a oportunidade de passar alguns dias entrevistando e viajando com um de seus ídolos. É isso que acontece em The end of the tour. O jornalista e escritor David Lipsky trabalhava pra Rolling Stone e conseguiu convencer seu editor a acompanhar David Foster Wallace na turnê de lançamento do Graça Infinita.

Em primeiro lugar, queria só deixar claro que eu realmente gostei do filme e não estou indicando só porque eu li Graça Infinita. É bom e você não precisa saber nada do DFW pra assistir. Na verdade, acho que o filme é meio que uma homenagem a ele e com certeza acabou se tornando uma ótima maneira de conhecê-lo.

Eu mesma não sabia muita coisa. Não costumo pesquisar tanto sobre um autor/diretor/artista antes de ter contato com a obra em si, então o filme acabou sendo bem surpreendente em muitos aspectos.

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Mas, como eu dizia, embora tudo aconteça durante a turnê do Graça Infinita, o filme é sobre o encontro dessas duas pessoas e não sobre o livro.

Um ponto interessante nisso tudo é essa relação entre um ídolo e seu admirador, especialmente quando os dois tem o mesmo trabalho. David Lispky também era escritor e tinha acabado de lançar um romance. DFW já era gigante e famoso e todo mundo queria ouvi-lo falar sobre seu livro. A impressão é que DFW tinha chegado aonde ele queria chegar, alcançou o topo, mas não parecia que isso o deixava muito feliz ou realizado, enquanto tudo que Lispky queria era ser como ele e ter aquela vida.

Então é uma relação meio conturbada, com muitos altos e baixos, em que tudo acontece ao mesmo tempo: você está feliz de estar com seu ídolo, sente muita admiração, mas também inveja e raiva porque talvez ele não valorize coisas que você valorizaria. Nunca tive a oportunidade de conhecer assim um ídolo de perto, mas imagino que devem acontecer coisas parecidas, ele provavelmente não vai ser aquilo que você imagina exatamente.

O filme também é muito bom pros aspirantes a escritor ou a jornalista. Ambos os personagens são escritores, então tem muito sobre os processos de escrita e relação entre as ideias e a realidade. E Lipsky, naquele momento, (além de admirador de DFW e escritor) estava trabalhando como jornalista, então é possível ver um pouco da relação conflituosa entre ele e seu editor, que quer porque quer arrancar uma informação de DFW sobre um assunto que Lipsky notou que seria difícil de conversar. Esses são alguns aspectos que também tornam o filme muito interessante mesmo pra quem não conhece  DFW.

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No mais, só tenho a dizer que DFW foi uma personalidade muito interessante. Meio excêntrico, com um jeito meio peculiar de agir e falar, mas extremamente inteligente. Depois fui ver/ouvir umas entrevistas com ele no youtube e é bem fascinante o que ele fala e a maneira como ele coloca tudo com uma clareza e inteligência (de novo) e você fica meio uau. Mal posso esperar pra ler outros trabalhos dele.

E, no mais mais, quem assistiu How I Met Your Mother acredito que vai ficar tão impressionado quanto eu fiquei ao ver o Jason Segel – o Marshall – no papel do DFW. Meu queixo parou no chão quando assisti ao trailer e vi que era ele e que parecia uma pessoa totalmente diferente. Assistam!

Aqueles projetos…

Projeto? Desafio? Empreitada? Coisas que eu decidi fazer? Não sei qual o melhor termo, só sei que no ano passado usei meta e descobri que não gosto dessa palavra.

Pois é, mas e aí que essas metas do ano passado… já sabem, né? Assisti a 6 dos 12 filmes da lista. Acho que com exceção de Os Pássaros e Upstream Color (a decepção da lista, inclusive), falei sobre eles nos Filmes da semana. Mas que se dane que não consegui cumprir tudo, a vida é assim. E já estou pronta pra fazer uma nova lista, por que não? Adoro listas e adoro um desafio inofensivo. Só que dessa vez vai ser um pouco diferente porque resolvi incluir meus projetos de leitura.

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Projeto esse que deveria se chamar Calhamaços porque, olha, é só o que tem. Vou acabar lendo outros livros menores no meio do caminho (quero muito ler Sylvia Plath e Virginia Woolf também!), mas eu ficaria muito feliz se conseguisse ler todos esses três. Seis, na verdade, porque essa edição de Os Miseráveis tem dois volumes e o do Murakami é uma triologia.

Não acho que vai ser assim tão difícil. Estou pronta pra encarar qualquer livro gigantesco agora depois de acabar Graça Infinita.

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Já com a lista de filmes, resolvi ser um pouco mais objetiva. Todos esses tem meio que uma razão para estarem aí.

Na lista de diretores admirados por mim, estão Sofia Coppola e Wes Anderson e gostaria muito de conseguir assistir a toda a filmografia deles, o que é bem possível de ser realizado. Da Sofia Coppola, acho que já vi tudo, mas Maria Antonieta faz bastante tempo e queria reassistir pra depois poder fazer um super especial por aqui. Sobre o Wes Anderson, Bottle Rocket e O Fantástico Sr. Raposo estão na minha lista há tempos e só faltam os dois pra eu completar a filmografia dele. Foco!

Vocês também já devem saber que gosto bastante do Godard, mas ainda não vi o último filme dele (infelizmente… queria poder ter assistido em 3D) e resolvi incluí-lo na lista. Godard acabou ficando muito conhecido porque foi um dos diretores mais importantes da Nouvelle Vague, um movimento cinematográfico importante que surgiu na França, na década de 60. Dessa época, só assisti a filmes dele e do François Truffaut, mas nunca vi nada de nenhum dos outros diretores. Como curto muito essa parte da história do cinema, queria conhecer outros trabalhos e resolvi começar pelo A Colecionadora, do Eric Rohmer, que também é um filme bem conhecido desse movimento.

E por último – desse texto porque escrevi fora da ordem da lista, desculpem – incluí Anjos Caídos, que é um dos filmes que compõe mais ou menos uma triologia do diretor Wong Kar Wai. Falei sobre os outros dois filmes no post das alegrias de 2015.

Ficou bem modesta minha listinha, não ficou? E vocês, o que estão planejando ler/ver esse ano?

As alegrias de 2015

Chegou aquela hora do último texto que vou escrever por aqui relembrando as coisas mais legais que li/assisti em 2015. Como já comentei, este ano foi meio diferente, li muito e assisti a bem poucos filmes. Na sala de cinema, então, posso contar nos dedos as vezes em que fui. Mas não estou reclamando, tá tudo muito bem, obrigada.

Começando com a melhor coisa que talvez tenha acontecido comigo: eu finalmente terminei o mestrado no primeiro semestre. Acho até que esse volume de leituras foi resultado dessa liberdade que de repente apareceu pra mim. Finalmente tive tempo pra ler aquele monte de livros que eu comprei e estavam ali parados. Mentira, comprei um monte no caminho! Da onde vem esse descontrole, gente?

A segunda melhor coisa desse ano foi que eu e mais meus amigos fizemos um filme. Foram meses e meses de trabalho e contei sobre o processo aqui no blog, pra quem se interessar em saber como foi.

E agora, vamos à lista! Acho que vale lembrar que sim, muitos outros filmes e livros foram legais, mas tem sempre aqueles que aparecem na nossa cabeça primeiro e foram esses que escolhi. Claro, com algum padrão porque não consigo fugir disso, hehe. Então, tem 6 de cada.

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Filmes

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Amores expressos e Amor à flor da pele: Apesar de só ter resenha do primeiro filme aqui no blog, os dois foram boas descobertas desse ano. Wong Kar-Wai é um diretor que fico triste de não ter conhecido antes porque não tem absolutamente nada que eu não tenha gostado nos filmes dele. As histórias são boas, os personagens melhores ainda e a trilha totalmente maravilhosa. Junto com esses filmes, tem mais um, componho mais ou menos uma triologia. Certamente vou querer escrever algo depois que assistir aos três. Enquanto isso, se não conhecem, vão correndo procurar!

Mommy: Não escrevi sobre esse filme aqui no blog e não sei o motivo, porque foi ótimo. Foi o primeiro que assisti em 2015 lá no Cine Santa em Santa Teresa, no Rio. Foi um filme bem diferente, falado num sotaque quebequense que eu não conhecia, em uma cidade diferente, durante ótimas férias. Então só me traz boas recordações. Com certeza merece um post à parte, mas aqui vai o trailer se você não conhece!

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Que horas ela volta?: Imagino que muitos de vocês já tenham ouvido falar ou já assistiram a esse filme. Eu juro que não queria ver porque eu não vou com a cara da Regina Casé e jurava que era um filme de comédia. Puro preconceito, reconheço. Mas então só ouvi elogios e resolvi dar uma chance. Foi uma super surpresa porque o filme é bom demais, Regina Casé foi espetacular e a Jéssica mais ainda. Merece ser assistido ainda mais porque levanta questões muito importantes. Com certeza esse filme vai aparecer aqui de novo com mais calma, aguardem.

Precisamos falar sobre o Kevin: Eita que eu já rasguei ceda demais pra esse filme no blog. E com toda razão! Estávamos esperando muito pra assistir e superou as expectativas.

Pierrot le fou: Se você já conhece o blog há um tempinho, deve saber que gosto muitos dos filmes do Godard e que minha deusa é a Anna Karina. Pierrot le fou é um dos meus filmes preferidos da vida e já assisti umas 6 vezes. Mas esse ano tive a oportunidade de assisti-lo no cinema, em película, grandão, lindo do jeito que ele é, na Retrospectiva Jean-Luc Cinema Godard que aconteceu aqui no Brasil. Eu nunca pensei que assistiria a um filme dele no cinema, ainda mais Pierrot le fou! Foi de chorar, um dos clímax desse ano!

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Livros

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Graça Infinita: Eu acho, gente, que não tenho mais nada pra falar sobre esse livro. Ou melhor, não quero começar a falar de novo. Então, apenas leia o que já escrevi sobre que vocês vão entender meus motivos.

O Livro do Travesseiro: Antes do Graça Infinita tomar o posto de melhor livro do ano, O Livro do Travesseiro era o escolhido. Foi um presente surpresa e eu nunca tinha falado dele antes, mas acabou se tornando um dos meus preferidos. Escrevi um looongo post sobre ele aqui no blog.

O Livro do Chá: Seguindo a linha oriental, chás não foi exatamente o assunto que eu mais falei sobre aqui no blog em 2015, mas eu continuo gostando muito deles. E esse livro é bem interessante pra quem quer saber um pouco sobre a história dos chás e sobre a história do Japão e da China. Também rolou texto sobre ele por aqui.

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O Livro das Semelhanças: Pois é, eis que esse ano foi de descobertas na poesia pra mim. Sempre fui travada pra ler, mas alguma coisa mudou. Provavelmente o Rabo de Baleia me ajudou bastante, mas O Livro das Semelhanças realmente me pegou. Acho difícil de explicar essas coisas, simplesmente o santo bateu, alguma coisa me tocou ali. Coloquei um poesia aqui no blog, depois leiam lá se quiserem conhecer!

Vincent: Esse ainda não deu as caras aqui no blog, mas é porque estou guardando pra fazer um vídeo com as Três razões para ler. Vincent é uma biografia ilustrada em quadrinhos da vida do Van Gogh. Primeiro: que história de vida a dele, gente, sério. É emocionante e muito triste. E o trabalho da ilustradora é incrível. Vale a pena demais dar uma folheada. Quase que dá pra ler de uma vez só se vocês sentarem na livraria. Mas eu recomendo levá-lo pra casa, claro.

Rua de mão única / Infância berlinense 1900: Esse livro (que na verdade são 2 dentro do mesmo) foi escrito pelo Walter Benjamin, talvez um dos filósofos mais importantes dos últimos tempos. Li esse logo depois de O Livro do Travesseiro porque a estrutura é parecida. Esse é um livro de fragmentos, pensamentos, observações, listas que Benjamin fez sobre os mais diversos assuntos, sua vida pessoal, sua infância, política, filosofia e por aí vai. É de uma riqueza sem fim. Ele te faz pensar sobre tudo isso, além de ter uma capacidade de descrição e uma imaginação incrível. Não foi o livro mais fácil que li, mas vale cada palavrinha.

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Extras

A vida não é só feita de filmes e livros, também é feita de: séries.

Eu prometi que vou escrever sobre Bojack the Horseman e vou cumprir, mas simplesmente não posso deixar de falar aqui de novo que ela entrou pro meu rol de séries favoritas-por-favor-não-acabe-nunca! A trilha da série é meu novo toque de celular pra vocês terem ideia do nível da coisa.

Ainda sobre séries, tenho que citar Orange is the new black e Master of None, que foram ótimas descobertas desse ano. Netflix chegou pra dominar, né? Já percebemos.

A vida também é feita de lugares e pessoas, não é mesmo? Esse fui pra SP duas vezes e pude encontrar pessoas muito queridas que conheci por causa do blog e foi bom demais da conta. Tão triste que isso passa tão rápido… Ingrid, Ferds e Isa, muito obrigada pela receptividade e pelo papo, de verdade. Não vejo a hora de voltar!

E muito obrigada a todos vocês que visitam esse blog! Apesar de ter ficado afastada nos últimos tempos, vocês continuam vindo aqui e isso só me deixa feliz.

Por hoje é só!