Algumas coisas que aprendi morando sozinha

Então, eu e meu namorado estamos de mudança. Já começamos todo o processo de empacotamento e de lista de coisas que precisam ser compradas para o novo apartamento. E tudo isso me fez pensar que vão fazer dois anos que saí de casa e que resolvi morar com o Dudu.

Morar “sozinha” tem sido uma experiência interessante e várias vezes me pego pensando nas vantagens e desvantagens dessa situação. Resolvi, então, registrar essa fase e fazer uma listinhas das coisas que aprendi nesse tempo!

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1: A pia é um lugar mágico

Não tenho dúvidas de que algo acontece quando a gente dá as costas pra pia. Num segundo ela está vazia, no outro, aparece um copo. Depois um garfo e um prato. Depois, uma panela. E assim vai, pra sempre. Alguém passa por isso também? Sabem o que fazer contra esse fenômeno sobrenatural?

Pois é, tirando a pia, e brincadeiras à parte, tudo depende da gente dentro de casa. As roupas não vão se lavar sozinhas, nem as roupas de cama serão trocadas, nem o lixo retirado, nem o detergente comprado… Nossa, Carol, mas já tinha passado da hora de você saber disso, né? Sim, mas não tem como negar que, morando com os pais, a gente deleta coisas como essas da cabeça. Eu sempre fui responsável por arrumar meu quarto e sempre ajudei nas tarefas quando necessário, mas nunca tive que pensar que está na hora de comprar água sanitária ou que o detergente de côco é melhor do que os outros. Vivendo e aprendendo, gente.

2: Tenho usado todas as minhas roupas

Então, outra coisa que aprendi é que lavar e passar roupas é um processo demorado que acabou sempre ficando em segundo plano nas tarefas. Mas isso não foi ruim, não, foi ótimo. Eu finalmente tenho usado todas as minhas roupas! Já que a gente tem que esperar um tempo até conseguir lavar e passar tudo, só me resta ir usando aquilo que vai ficar no final da pilha ou no fundo da gaveta.

Eu não estou brincando, gente, está sendo ótimo mesmo. Percebi como tinha mania de usar sempre as mesmas combinações e como sempre tinham aquelas peças que eu pensava “ah, hoje não, outro dia eu uso” e acabava nunca usando. Agora isso não acontece mais.

3: Eu não sou dona de casa

Se tem uma coisa que me deixa com raiva e que me arrepia do dedão do pé até os cabelos é quando alguém me chama de dona de casa. Eu sei que na maioria das vezes não é por mal, é só força desse hábito horrível. Mas não, não sou dona de casa, não quero ser uma dona de casa exemplar, não quero seguir padrões de comportamentos e condutas pra ser uma dona de casa. Desculpa se você não concorda, mas eu acho que junto com essa expressão vem um monte de coisas que o machismo nosso de cada dia construiu em torno de certos lugares que nós mulheres supostamente devemos ocupar.

Sou dona DA casa junto com meu namorado. Todas nossas responsabilidades, coisas chatas e legais são divididas. Temos que cuidar juntos da magia que acontece na pia, na despensa e no cesto de roupas sujas. E não, ele não “me ajuda”, como muitas pessoas costumam perguntar, ele faz, porque, afinal, é tão dono da casa quanto eu.

Da mesma forma, não sou eu que escolho vasilhas novas ou colchas e lençóis novos que precisamos comprar, nem os enfeites. A casa não tem a minha cara, não tem a cara de uma dona de casa que cuida bem dela. Ela tem a minha cara e a do Dudu também. Ela é nossa e é nossa responsabilidade, não minha.

 4: Cortei os óleos da minha vida

Vamos ser sinceros, uma batatinha-frita é uma delícia, né? E uma mandioquinha? Só alegria. Mas vamos ser sinceros de novo, quem gosta de limpar panela de fritura? Fogão de fritura? Talheres de fritura? Eu e Dudu odiamos.

(Tenho uma história bem traumática com envolvendo isso, aliás. Eu bebi óleo uma vez quando era criança achando que era guaraná porque estava dentro de uma garrafa pet. Imagina a situação, foi uma das coisas mais horríveis que já aconteceram comigo. Desde então, peguei nojo. Mas claro, amo batata-frita.)

Toda essa situação da cozinha depois de fazer fritura é bem desanimante. Já bastam as outras mágicas que acontecem dentro de casa… E aí que gradualmente paramos de fazer fritura! Ou seja, ganhamos e ganhamos. Primeiro porque cortamos uma quantidade de gordura grande das nossas refeições (e toda a confusão envolvida no processo de fritura) e segundo porque passamos a ser mais criativos e a fazer pratos cozidos diferentes. Isso fez com que aumentássemos consideravelmente a quantidade de legumes e verduras que comemos. Fica a dica!

*

E vocês, gente? O que tem a dizer sobre essa experiência? Eu acho que é um assunto infinito! Porque, além disso tudo que a gente tem que aprender a fazer, é meio que um processo de autoconhecimento, que também me faz pensar sobre limites, regras de convivência, respeito com o que é comum… E por aí vai.

É isso tudo, gente! Bom restinho de semana pra vocês!

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11 comentários sobre “Algumas coisas que aprendi morando sozinha

  1. essas magias que acontecem na casa né, aff. a pia aqui de casa mesmo não sei daonde surge tanta louça, HAHAHAHA. e esse lance da roupa é a mais pura verdade. até porque ficar lavando roupa todo santo dia é loucura né migos.

  2. Hahahahah, ri muito com o lance da pia ser um lugar mágico, ainda não moro sozinha, mas minha mãe e meu pai viajam muito e eu acabo cuidando da casa (o que não é nada pequena). Adorei tudo aqui do blog, mas ein, deixa eu te fazer uma pergunta. Esse “posts relacionados” é do próprio tema? Me conta essa mágica hahahah

  3. Eu concordo com TUUUUDO que tu disse. Pia mágica e ter pavor a “dona de casa”. Mas aqui em casa só foi banida a batata frita caseira, porque um dia o Lucas, meu marido, foi fazer a batata e o óleo tava quente demais, não sabemos o que aconteceu. O óleo subiu e ia pegar fogo, quando ele tirou a panela e botou no chão. Ele queimou mão, braço, coxa e perna. Ficou horrivel e sofremos muito com isso, claro que ele mais, pela dor. Então demos tchau a batata caseira. Mas só caseira.

  4. Nossa, compartilho e muito com o lance do óleo! Quando morei sozinha – aliás, quando dividia apê com outras pessoas, cada um era responsável por si, logicamente – eu evitava e muito fritar coisas. Primeiro que foi um aprendizado me virar na cozinha e eu tinha dificuldade em fritar frango, por exemplo, sem que ele ficasse cru no meio (hahaha sério, uma aberração), então passava a assar tudo. Simples, sem sujeiras e facílimo de limpar.
    Sobre ser dona de casa é triste também. Que bom que você e seu namorado são donos da casa de vocês e isso é algo claro para ambos.
    Falar sobre morar sozinha é um assunto infinito mesmo. Outra coisa é você esquecer das pequenas coisas que comprou e deixar elas estragando na geladeira, tipo batata, salsicha, fruta… hahahah porém essas coisas a gente acaba aprendendo errando, né.

    Adriana.

  5. Carol, também passei pelos mesmos perrengues quando me casei. E, realmente, louça de gordura ninguém merece! Também passei a comer bem menos alimentos fritos. Nada como a praticidade dos grelhados! E ainda são bons para a saúde, né? Boa sorte com a mudança!
    Beijos.

  6. Bem vinda a aventura deliciosa/ divertida de morar sozinha Carol
    É tudo isso que você descreveu e mais alguma coisa é uma loucura mas com certeza vai fazer você aprender muito, crescer como pessoa e passar por muitas histórias juntos rsrsrs e compartilhe algumas delas aqui com a gente srsrsr

    Bjão e boa sorte
    Pri

  7. Carolzita, adorei esse post e super me identifiquei. Como fico mil vezes mais em casa, acaba sendo eu que faço mais coisas, e consequentemente administrando o que cabe a mim e o que não cabe, mas acho que funciona super bem e rola parceria. Claro que quando eu tenho que fazer a mágica da louça, agilizo, e quando não é, essa mágica é um pouco procrastinada hahaha mas as diferenças tão ai e acho que quando duas pessoas com suas peculiaridades resolvem morar juntas é isso mesmo, o importante é rolar respeito e desejo de ambos de preservar o ninho de amor <3 beeeijo!

  8. “Sou dona DA casa junto com meu namorado. Todas nossas responsabilidades, coisas chatas e legais são divididas. Temos que cuidar juntos da magia que acontece na pia, na despensa e no cesto de roupas sujas. E não, ele não “me ajuda”, como muitas pessoas costumam perguntar, ele faz, porque, afinal, é tão dono da casa quanto eu.” >>> this <3 <3 <3 Falou muito bem, Carol!

    Eu ainda não tenho vontade de morar sozinha hehe, mas imagino que deve ser bem melhor quando temos alguma pessoa para compartilhar. Não digo por dividir a louça e tal, mas por essa vida em conjunto, acho que as alegrias e chatices são melhores compartilhadas com a pessoa que amamos.

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

  9. Carol, aqui em casa dividimos tudo também. Alegrias e tristezas (como lavar a louça). Hahaha! Brincadeiras à parte, acho super normal isso, da casa ser um esforço coletivo e uma felicidade em conjunto. E abolimos frituras também. Nada mais odioso do que uma cozinha toda “trabalhada” no óleo, em todas as partes.

  10. A mágica da pia só existe quando ainda tem outra pessoa vivendo na casa. No meu caso, não é magia, é culpa mesmo. Eu sei tudo que vai pra pia, sei que tenho que lavar antes que acumule, sei até que não tenho tanta louça pra deixar acumular. Mesmo assim, acontece.

    Sempre achei que essa seria a atitude certa ao decidir viver com alguém. A casa é dos dois e, portanto, as tarefas devem ser divididas como tal num auxílio mútuo.

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