Bons romances: Like Crazy e Breathe In

Se tem coisa que eu adoro é descobrir um filme sem querer e acabar me surpreendendo de bom que ele é.

Foi assim com o Like Crazy. Gostei tanto que resolvi assistir outro do mesmo diretor – e com a mesma atriz, Felicity Jones <3 – o Breathe In e foi tão bom quanto!

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Like Crazy conta a história de Anna, uma estudante britânica que está fazendo intercâmbio nos EUA, e que acaba se apaixonando por Jacob, um colega de sala. Acontece que o visto de Anna vai expirar e ela, então, tem que voltar para a Inglaterra.

 

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Em Breathe In, Felicity Jones está no mesmo papel de uma intercambista britânica, Sophie, que vai passar um tempo nos EUA. Sua host family é composta por um casal com uma filha. O pai, Keith, será o professor de música de Sophie na escola e a filha, Lauren, sua colega de turma. Sophie e Keith tem em comum o gosto pela música e aos poucos os dois vão se aproximando, dividindo seus anseios e frustrações. Só que essa relação trará algumas grandes consequências.

*

Sejamos sinceros, os temas dos dois filmes não são nada novos. Relacionamento à distância entre pessoas de países diferentes e um cara mais velho, frustrado com a vida, que se apaixona por uma menina bem mais nova, bom, acho que vemos muito disso por aí tanto no cinema quando na literatura (e na vida!).

Mas uma das coisas que mais me faz gostar de cinema é essa possibilidade de contar histórias de maneiras tão diferentes. E eu gostei muito do estilo do Drake Doremus, que é o diretor dos dois filmes.

O que mais me chamou atenção foi a crueza das cenas. As situações e os diálogos são bem secos, no sentido de que não tem rodeios, floreios e fofurices, o que acabou dando um aspecto muito natural para tudo. Eu nunca vivi nenhuma dessas situações, mas os filmes me fizeram sentir que, se eu vivesse, seria algo muito próximo do que ele mostrou.

Andei lendo algumas coisas sobre o diretor e descobri que ele não trabalha exaustivamente no roteiro antes de começar a gravar, então tem muitos momentos de improvisação nos filmes. Em Like Crazy senti bastante isso, principalmente nas situações de discussões e desentendimento entre eles.

São filmes de tapa na cara o tempo todo, sabe como é? Totalmente o oposto de romances mamão com açúcar. Não tem coincidências, planinhos pra se safar de alguma situação ou vilões que querem destruir a relação. É simplesmente a vida que acontece, com todos os percalços e consequências. Eu tinha até ficado na dúvida se deixava ‘romances’ mesmo no título, mas depois cheguei a conclusão de que são sim bons romances, com as coisas boas e ruins que envolvem a relação entre duas pessoas. Só não são contos de fadas, mas isso não existe, né?

Se eu fosse fazer filmes de romance algum dia, gostaria que fossem parecidos com alguns desses. Não são perfeitos, tem alguma coisa ou outra que não gostei, mas pra mim foram detalhes que não comprometem em nada todo o restante de bom que há.

Então fica aqui então minha sugestão pra vocês! Espero que tenham gostado!

P.S. Felicity Jones, sua bonita, you rock!

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8 comentários sobre “Bons romances: Like Crazy e Breathe In

  1. Like Crazy foi o filme q me apresentou a Felicity e me apaixonei imediatamente, hahaha. Mas o Breathe In eu não curti tanto. Não sei explicar exatamente o q, mas me senti desconfortável durante todo o filme.
    Cinema britânico, vez ou outra me surpreende com alguns filmes muito legais, tipo o Once (msm diretor do Begin Again), Song for Marion e o meu mais recente xodó, Hector and the search for happiness, o filme q queria resenhar no blog, mas ainda não consegui. :p

  2. Acho que deveríamos ter assistido na ordem inversa. Os dois parecem próximos por conta do amadurecimento que rola no próprio filme e de um filme para o outro. Nos dois um amadurecimento torturante. Acho que esse aspecto torturante da coisa tem muito a ver com essa impressão de realidade que o filme passa. A única coisa que eu acho que ameniza a situação (que poderia ser ainda mais tensa) nos dois filmes são os personagens (malvados) que se “opõem” ao romance. Nos dois eles parecem ser deliberadamente ridículos para que a gente não simpatize e para que a trama siga forte.
    Mas isso também pode dar a pensar sobre o ponto de vista do qual é contada a história. Sobre que características são enfatizadas em cada personagem quando a história está imersa em um amor voltado para algo ou alguém específico, quando não há como ser completamente imparcial e ponderado.

  3. Ai, e o nível de curiosidade que foi na potência 5 do créu? Até A Teoria de Tudo eu não conhecia a Felicity, mas achei ela incrível no filme! E quando gosto de uma personalidade do cinema, quero assistir a tudo que envolve ela! Sabe que esse lance de improviso me lembrou a trilogia dos Antes do Amanhecer, Por do Sol e Meia Noite. Li que vários diálogos entre o Ethan Hawke e a Julie Delpy foram improvisados pra tentar parecer ainda mais real. E apesar de achar a trilogia um pouquinho cansativa, essa era uma parte que me chamou bastante atenção, a qualidade dessas conversas. Enfim! Depois que assistir venho te contar o que achei. Beijo, beijo!!!

  4. Ai Carol, adoro suas indicações de filmes. Não conheço o Drake Doremus, mas fiquei animada para assistir os dois filmes. Especialmente porque você falou sobre essa coisa deles não serem cheios de clichês e tudo mais… Depois te conto!

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