Em cartaz #29: León, The Professional

Para começar o ano bem, o primeiro post de 2015 vai ser sobre um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos. Com certeza é também um daqueles que estavam na minha lista esperando há muito para para ser escolhido. Vários de vocês já comentaram sobre ele por aqui e eu deveria ter assistido antes!

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León, León: The Professional, O Profissional são algumas variações do título desse filme belíssimo do Luc Besson, lançado em 1994.

Ele conta a história do encontro entre León e Matilda. Ele, um assassino profissional, impecável no trabalho que faz, quase um mágico, tamanha destreza e habilidade para matar pessoas. Ela, uma garota de 12 anos, que mora com o pai, o irmão, a madrasta e sua meia-irmã. Uma família problemática, para dizer o mínimo.

Um dia, toda sua família acaba sendo assassinada devido ao envolvimento do pai com o tráfico de drogas. Matilda se safou porque havia ido ao mercado comprar coisas para casa e também um litro de leite para seu vizinho, León. Ao voltar e ser surpreendida com a situação, ela não tem onde procurar abrigo, a não ser com León. Os dois não são íntimos, mal se conhecem e, relutantemente, ele aceita ficar com ela por um tempo. E ela está decidida a aprender o ofício de León, para vingar a morte de seu irmão, o único com que ela realmente se importava.

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Confesso que não fiquei muito empolgada com os cartazes. Os originais mais divulgados por aí (os dois primeiros) tem bastante cara de cartaz de filme de ação dos anos 90 e não são lá muito atraentes. Mas existem vários trabalhos legais feitos por fãs e também versões de outros países mais interessantes.

Mas os motivos pelos quais eu gostei do filme são muitos. Então, vamos lá.

Primeiro: acho que todos aí conseguem identificar que é a Natalie Portman nos cartazes, certo? Na época, ela tinha entre 12 e 14 anos (não sei ao certo quanto tempo durou a produção do filme) e este foi seu primeiro longa-metragem. Gente, não tem outra forma de dizer isso, ela simplesmente samba na cara de todo mundo nesse filme. Essa mulher nasceu pra atuar mesmo, não tem jeito!

O filme não é delicado, não tem temas delicados e Matilda é uma personagem sofrida e forte, que lida com o amor e a morte de formas intensas. Foi uma estreia poderosa para uma pessoa tão jovem, sem dúvidas. (Encontrei no youtube o vídeo com o teste da Natalie para o filme, vale a pena assistir!)

Vi uma entrevista em que Natalie conta como foi dureza os pais a deixarem atuar no filme. Claro, não deve ser exatamente a personagem que os pais sonham para suas filhas de 12 anos. Parece que eles colocaram várias condições para que ela pudesse participar e Luc Besson acatou. Por exemplo, Natalie conta que eles pediram que ela aparecesse com cigarro apenas 5 vezes durante o filme todo e que nunca deveria tragar. Algumas cenas com conotações sexuais também foram retiradas do roteiro.

Fico feliz que Besson tenha aceitado, de outra forma pode ser que Natalie não tivesse uma estreia tão boa no cinema (mentira, ela teria sim!). E enfim, acho que o filme está no ponto certo. Talvez se tivesse sido mais explícito, seria no mínimo estranho e desconcertante.

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Eu adoro filmes em que há personagens principais crianças, mas que não sejam para crianças, e sim sobre elas e esse é mais um motivo que me fez gostar de León. Ele é assim e conquistou meu coração logo nos primeiros minutos.

Ao mesmo tempo que notamos como a garotinha é forte, ao longo do filme vai se aflorando por trás de toda aquela carcaça de matador profissional, o lado mais sensível e doce de León. Acima de tudo, acho que esse encontro inesperado e a forma como a relação deles se desenvolve é o que mais me fez gostar do filme.

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Se você não assistiu, fica a recomendação, a primeira do ano! Para quem tem curtido essa vibe anos 90 também indico muito o filme. A direção de arte é excelente e Matilda é uma garotinha com muito estilo.

Me lembro que muitos de vocês já citaram o filme nos comentários, então quero saber o que vocês acharam! Me contem aí!

Os cartazes são do site the image kids has it.

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14 comentários sobre “Em cartaz #29: León, The Professional

  1. Acho que é a terceira vez que venho aqui dizer que preciso assistir esse filme, mas preciso mesmo, ainda mais agora lendo tua descrição detalhada dele. Fora o “detalhe” que é Natalie Portman, né? Psicóloga formada em Harvard, bailarina clássica e uma das melhores atrizes que já vi. Já posso nascer ela na próxima vida. :D

  2. Esse filme é do caralho <3333 Assisti também ano passado, mas no começo, se não me engano. Natalie já me encantava desde sempre, mas sendo essa criança incrível, você conclui mesmo que ela nasceu pra atuar. Concordo com tudo o que falasse, adorei o post! HAHA
    Eu só adicionaria também a atuação e participação do vilão feito por Gary Oldman. Gente, ele dá calafrios.

    Assasou com esse começo de ano! <3

  3. Esse filme é do caralho <3333 Assisti também ano passado, mas no começo, se não me engano. Natalie já me encantava desde sempre, mas sendo essa criança incrível, você conclui mesmo que ela nasceu pra atuar. Concordo com tudo o que falasse, adorei o post! HAHA
    Eu só adicionaria também a atuação e participação do vilão feito por Gary Oldman. Gente, ele dá calafrios.

    Arrasou*** com esse começo de ano! <3

  4. Fiquei com vontade de rever o filme Carol, ele é realmente muito bom. Jean Reno em sua melhor forma (e concordo com a Aline, o Gary Oldman também está espetacular). Falando em Luc Besson, assisti Lucy recentemente e nossa… detestei. Você assistiu? Anyway, não recomendo! :/

  5. Esse filme é demais. A filmografia do Luc Besson é meio esquisita, mas O Profissional é uma joia no meio de mediocridade e bizarrices. Natalie Portman é uma atriz muito boa, mas eu ainda acho que esse foi o melhor papel dela (Cisne Negro é uma boa competição…talvez até ultrapasse. Enquanto Guerra nas Estrelas foi terrível, embora eu ache que a culpa foi do George Lucas). Quando eu vi pela primeira vez, achei que ia ser só mais um filme de ação, mas, pelo contrário, ele consegue misturar brutalidade e sutileza de um jeito que pra mim era completamente novo. Sinceramente, nem sei como o Luc Besson conseguiu fazer esse filme.

    Não relacionado à nada, segui sua indicação e fiz um post sobre música incluindo Funkadelic e três outros: http://delirandoeescrevendo.blogspot.com.br/2015/01/momento-musical-6-funkadelic-sly-family.html – Grato pela sugestão.

  6. Geralmente não sou muito fã desse tipo de filme, mas só por ter a Natalie Portman nele, já deve valer a pena. Ah, e, realmente, os cartazes dos fãs são bem melhores do que os originais!
    Ps: li o seu comentário no Saia. Legal que você está no Rio! Mas uma pena eu estar saindo da cidade hoje. Seria tão legal te conhecer! Deixa para a próxima, né?
    Beijos e um excelente 2015 para você!

  7. Nossa, esse filme é demais!! Assisti ano passado e fiquei de cara por não ter assistido antes! Já fiz um post sobre ele e concordo com tudo o que tu disse. Na realidade, na minha opinião, só faltou falar um pouquinho do Gary Oldman. É que como gosto tanto do meu (e do Christopher Nolan) eterno comissário Gordon que fiquei chocada com tamanha raiva que senti dele no personagem de policial corrupto. É como tu disse, tem pessoas que nascem pro negócio mesmo! Hahaha, beijos!!!

  8. Pingback: Figurino #4: Matilda | Uma cadeira, por favor!

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