Em cartaz #23: O Exorcista

Quando eu era mais nova, ou quando eu comecei a ir nas locadoras sozinha, eu basicamente assistia três tipos de filmes: desenhos animados, comédias românticas e terror/suspense. Eu me lembro que meu pai não gostava muito que alugasse os de terror e ficava selecionando qual eu poderia ver ou não, com toda razão, né?

Mas tem certos filmes que são muito bambambans, a gente acaba ouvindo falar deles e querendo assistir. Foi assim com O Exorcista. Eu sempre ouvia falar dele como o melhor filme de terror, horrível, muito assustador, nojento, etc… e claro, eu no auge da adolescência, queria assistir. E óbvio, morri de medo, fiquei super assustada, mas, por causa do auge da adolescência, super me fazia de durona, ria do filme, ficava rindo do vômito verde, etc, hahaha, só que por dentro…

E, só pra completar, eu descobri na biblioteca da escola o livro homônimo que inspirou o filme escrito por William Peter Blatty. Eu era ratinha da biblioteca e fuçava em todas as prateleiras. Me lembro que ele estava num cantinho bem escondido e quando levei pra bibliotecária – tia Maria Inês, saudades! – ela não queria deixar eu levar de jeito nenhum, haha! Brigou comigo e tudo, mas no final acabei levando.

Depois, acabei encontrando o  livro num sebo. Também estava jogado num cantinho, todo amassado. Acho que as pessoas não tem muita simpatia pela história, né? Não estava em boas condições, como vocês podem ver. Mas o ex-dono deixou uma assinatura na contracapa e o livro é de 74, apenas um ano depois do lançamento do filme e já era a sexta edição. Sucesso total.

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Bom, lembrei dessa parte da história da minha vida com o cinema e resolvi trazer os cartazes do filme aqui para o blog.

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Se você nunca assistiu e não conhece a história, O Exorcista é um filme de 1973, com o roteiro escrito pelo próprio William Peter Blatty e dirigido por William Friedkin.

Tudo se passa em Georgetown. Chris McNeil é uma atriz e está participando de uma filmagem na cidade. Ela tem uma filha de 12 anos, Regan. Depois de brincarem com uma mesa Ouija, coisas estranhas começam a acontecer com a menina. Ela tem convulsões, fica violenta, diz coisas sentido e reclama que sua cama se movimenta sozinha. Percebendo que a coisa parece séria, Chris a leva no médico, mas ninguém consegue descobrir o que Regan tem. A situação piora quando a menina começa a demonstrar poderes sobrenaturais, troca de voz, adquire muita força e faz movimentos absurdos com o corpo. Chris percebe que aquela não é sua filha e, notando que o buraco é mais embaixo e que os médicos não podiam fazer mais nada, ela vai até a igreja procurar ajuda com o padre Karras, que é também psiquiatra. Decidindo por fazer um exorcismo, ele chama às pressas o padre Merrin, um exorcista experiente para ajudar.

A cena que está nesses primeiros cartazes é a chegada no padre Merrin na casa de Chris. É interessante notar que, apesar da história ter como foco Regan e sua transformação, o livro e o filme se chamam O Exorcista, então, para mim, esses cartazes fazem todo o sentido. O primeiro é meu preferido.

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Nessa minha pesquisa de cartazes – já estou no 23º post! – tenho notado que quanto mais antigo o filme, mas opções de cartazes existiam. Artistas do próprio país os desenhavam e isso é muito interessante porque eles ficam, digamos, personalizados culturalmente. Hoje em dia tudo parece meio padronizado, né? Mudam só o título para a língua do país em que vai ser exibido, as vezes mudam alguma cor, a posição dos elementos, mas no fundo são todos muito parecidos.

Sempre comento como os da Polônia são totalmente diferentes dos outros e, de fato, são. O polonês da vez é esse vermelho aqui embaixo. É bem louco, não consigo imaginar o porquê da referência da cobra ali. Talvez esteja esquecendo de algum detalhe da história, mas, sem dúvidas, destoa dos outros. Ali em cima eles são, na ordem, do Japão, Suécia, Turquia e Austrália. Gostei muito do japonês. A referência à janela foi uma excelente ideia. Não vou contar o que acontece nela, mas enfim, ficou ótimo, bem instigante.

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Eu sei que não é um filme muito agradável e confesso que não faz muito mais meu estilo hoje em dia. Gosto de assistir terror/suspense mais pra me divertir com os amigos ou com minha mãe e irmã, haha. Mas se eu estou em casa sem ideias do que assistir, filmes de terror não são mais minha primeira escolha.

De qualquer forma, O Exorcista me marcou bastante e, com certeza, a vida de muita gente. Ele foi um fenômeno na época do lançamento. Assisti um documentário sobre isso e vou colocar em breve nos ‘Filmes da Semana’. Pra década de 70, fico bem impressionada com os efeitos especiais do filme também. E, claro, são espetaculares a atuação e caracterização de Linda Blair, que era realmente uma criança naquela época. É impressionante a maneira como ela incorpora o personagem. Como transformar uma criança fofinha em um demônio? Não deve ter sido nada fácil. Tem muitos vídeos de making of no youtube. Se vocês gostam, vale a pena procurar!

Então, me contem, vocês já assistiram O Exorcista? Como é a relação de vocês com filmes de terror? A maioria das pessoas que eu conheço não gosta!

Beijinhos e boa semana, gente!

* Os cartazes são dos sites MoviePosterDB e IMP Awards.

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12 comentários sobre “Em cartaz #23: O Exorcista

  1. Carolzita, eu a d o r o filmes de terror. Quanto mais me assusto, mais acho legal hahaha, parece algo meio sádico, mas acho que pra despertar susto e medo, um filme tem que ter além de um roteiro incrível, ser muito convincente. Quando eu era pequena, todo anos fazíamos peça de teatro na escola, e no meu grupo, era sempre eu que escrevia. Depois de dois anos consecutivos de comédia, assisti A Casa Amaldiçoada e quis fazer um de terror. Adorei esse filme. O roteiro da peça nada tinha a ver com o filme, mas era de terror/suspense. E tenho certeza de que se eu assistir esse filme atualmente, vou achar bem ruim, hahaha. Esses dias aqui em casa vimos A Hora do Pesadelo… enfim, eu sempre procuro filmes bons de terror, apesar de saber que são poucos. Tá, perdi a linha de raciocínio… O Exorcista! Morria de vontade de ver, principalmente depois de ter visto uma reportagem do Fantástico sobre efeitos paranormais que aconteceram nas gravações do filme, ai sim, fiquei impressionadíssima kkkkk. Vi com uns 14 anos, me apavorei, fiquei mega assustada, suficiente pra não ter assistido novamente depois de 10 anos hahaha. De qualquer forma, é um baita filme. :*

  2. Legal a sua história com o filme, tenho vontade se ler, mas ele nunca chegou em minhas mão! Quem sabe um dia. Eu adoro o Willian Friedkin acho ele um dos melhores diretores dos anos 70 e 80 pena que pouca gente gosta dele, você chegou a ver Killer joe? Deve assistir coisa fina!
    Dos cartazes o que eu mais gostei foi esse de jornal, dando uma veracidade maior ao filme, não acha?

    Bjos

  3. Ah, assisti a esse filme no início da adolescência com minha irmã e umas amigas. Também dei uma de durona e ri de várias coisas, como o vômito verde. Mas à noite, aiai, quem disse que consegui dormir? Fiquei um tempo cheia de medo…

    Não sou fã de filmes de terror. Principalmente quando esse tipo de filme envolve demônios e coisas assim. Porém achei super interessante esses diferentes cartazes. E, bem, eu não sabia do livro…

  4. Engraçado que li esse post ontem, mas não tive tempo de comentar, e a noite vi um programa no Discovery q falava sobre um caso que real de exorcismo em 1949 q pode ter sido a inspiração para o autor do livro. O Exorcista me perseguindo, hahahahaha. Deu até vontade de ver de novo :p
    Sempre fui meio cagão pra terror qd criança, mas assistia msm assim, e esse não me deixou com medo na época, sei lá pq. Mas qd revi anos depois, adorei. Ainda não me da medo, mas é um puta filme! Meu cartaz favorito é o primeiro, o clássico. E concordo com vc. Antigamente tinha uma variedade maior de cartazes e eles eram mais bonitos. Hoje em dia um blockbuster tem milhões de cartazes, todos mto iguais e feios pra caramba! Uma pena.
    E não podia deixar de comentar sobre o livro. Não li esse, infelizmente, mas que capa maravilhosa! hahahahaha.
    Bjs

  5. Tive a mesma história que tu, Carol. Queria muito ver mas minha mãe vetava por motivo de idade insuficiente. Até que um belo dia eu vi o filme e fingi que tava de boa enquanto MORRIA de medo. Gente, o que era aquela cabeça rodando? Aquele vômito verde? Não. Hoje em dia realmente também não é lá dos meus filmes preferidos, mas é um clássico e merecia ser visto, mesmo eu achando tudo nojento e morrendo de medo.
    Mas taí, morria sem saber que ele era baseado em um livro. Nunca tinha ouvido falar.
    O cartaz que mais gostei foi esse verde/amarelo. Também não entendi muito o sentido dessa cobra no vermelho. Se tu deixou passar alguma coisa do filme que ligasse a isso, eu deixei também.
    =*

  6. Carol, eu não tenho nada contra filmes de terror, desde que eles tenham roteiros interessantes e que fujam dos lugares-comum do gênero. Adoro O Iluminado, por exemplo. Também gosto muito desse primeiro cartaz, mais clássico!

  7. Pingback: Em cartaz #26: Criterion Collection Designs | Uma cadeira, por favor!

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