Filmes da semana #9

Manhattan (Woody Allen, 1979)

Tem uma situação que sempre se repete aqui em casa. As vezes a gente fica naquela de querer ver um filme, mas nenhum dos que a gente tem serve. Não pode ser muito complexo, nem idiota… e aí a gente escolhe Woody Allen, haha! Polêmicas a parte, ele é um bom diretor e os filmes são sempre divertido, então não tem erro. Dessa vez finalmente assistimos Manhattan, que sempre ouvi dizer ser um dos melhores dele. E de fato gostei muito!

Woody Allen faz o papel de Isaac Davis um escritor de comédia divorciado que está numa crise com a ex-mulher que assumiu ser lésbica e decidiu publicar um livro polêmico contando intimidades da vida dos dois. Paralelamente, ele estava se relacionando com Tracy, uma garota de 17 anos. Neste meio tempo, Isaac conhece Mary, a amante de seu amigo, uma mulher madura, culta, letrada, com toda uma bagagem cultural nas costas. Num primeiro momento, Isaac fica incomodado com essa atitude, mas aos poucos os dois começam a se envolver também.

Deu pra pegar? É confuso mesmo, bem estilo Woody Allen com todos esses triângulos, quadrados e círculos amorosos!

O que mais me chamou atenção no filme, na verdade, foram os diálogos. São extensos e complexos em algumas partes. Não estou dizendo que são chatos, gente, pelo contrário. São inteligentes e bem naturais. Achei que foi uma super aula de roteiro. Escrever diálogos é o cão, escrever um filme que é basicamente construídos com diálogos, então, é foda mesmo! O elenco ajuda também, claro… Diana Keaton e Maryl Streep novinhas e super cabeludas.

Ou seja, pode confiar e assistir, gente. Vai ser bom!

*

Os anões também começaram pequenos (Werner Herzog, 1970)

Se eu por acaso fizer uma lista dos filmes mais estranhos que assisti nos últimos tempos, este seria o topo da lista.

Num universo onde todos são anões, um grupo que vive num orfanato/reformatório começam a se rebelar. O diretor do lugar, captura um deles como refém para forçá-los a parar com a desordem, mas isso acaba não funcionando. O grupo se revolta ainda mais, começando uma verdadeira rebelião. Eles quebram coisas, lugares… Cometem uma série de atrocidades e crueldades com animais, com outros colegas, com eles mesmos.

O filme de fato foi bastante polêmico e banido em muitos países por conta de toda essa violência que foi real. Animais foram realmente mortos no filme, um dos anões foi atropelado, o outro se incendiou. Ou seja, uma série de acidentes que condiz totalmente com o ambiente de destruição que foi o filme.

É um filme esquisito, gente, muito esquisito, mas que no fundo acho que diz algo sobre como funcionam as coisas na sociedade quando se perde o controle do que está se fazendo. Também levanta questões sobre poder e autoridade por conta da relação dos rebelados com o diretor da instituição. Enfim, ainda não digeri completamente o filme e não fiz uma análise séria e profunda, mas queria indicá-lo pra vocês porque acredito que é um daqueles filmes que todo mundo deveria assistir, nem que seja pra achar louco e não saber o que dizer depois.

Não encontrei um trailer, mas tem o filme inteiro no youtube. Então resolvi linkar aí pra vocês poderem ver algumas imagens e entenderem do que estou falando!

*

A Garota Ideal (Craig Gillespie, 2007)

Agora, só pra quebrar um pouco esse clima pesado, um filme mais levinho!

Lars é claramente um cara com problemas de socialização. Por conta dessa timidez exagerada, seu irmão e cunhada ficam surpresos quando ele conta que tem uma namorada, Bianca. Só tem um detalhe: a namorada é uma boneca inflável comprada na internet. A partir daí, o irmão nota que Lars tem um problema sério e o leva em uma médica/psicóloga, com a desculpa de Bianca é que estava doente.

O tratamento de Lars vai funcionando aos poucos, mas a questão é que Bianca começa a fazer parte da vida das pessoas de verdade. Os amigos e vizinhos não destratavam Lars por conta dela, ao contrário, falavam com Bianca com a mesma naturalidade que falavam com ele. A boneca, então, fica famosa. Arruma emprego, amigas, vai à missa, faz parte do quadro de professores da escola e por aí vai. Por causa de Bianca, aos poucos vamos tendo acesso ao verdadeiro problema de Lars, que vai muito além de ter uma boneca inflável como namorada.

Apesar de algumas forçações de barra – pela forma como ele agia, era claro que Lars tinha um problema sério antes. Se fosse uma pessoa real, acho que ninguém teria dúvidas! – é um bom filme, com uma pitada de humor, bem leve. E tem o Ryan Gosling, né? Ouvi dizer que esse seria uma versão ou foi inspirado ou parece com um outro filme japonês em que o personagem também tem uma namorada inflável. Só que o clima do filme é bem tenso e pesado, parece que acontecem coisas bizarras. Alguém conhece?

***

Por hoje é isso tudo, pessoal! Me contem se vocês já viram algum desses! E também o que andam assistindo por aí!

<3

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17 comentários sobre “Filmes da semana #9

  1. Manhattan eu já vi sim… não sei se vc já foi assistir o novo filme do Woody Allen… Ainda nem consegui ir, mas to louca pra ver… O único probleminha é que eu sempre fico comparando um filme com o outro… e aí parece que eu já to esperando que seja bom né.. haha :)

  2. Manhattan é ótimo. Na verdade, é meu filme favorito de Woody Allen, graças a duas coisas: Diane Keaton e o adorável monólogo final em que Woody faz uma lista de coisas que fazer a vida valer a pena.
    Herzog é um cara muito doido às vezes. Agora realmente preciso ver “Os anões também começaram pequenos” (adorei o título).
    Beijos!

  3. Desses, só vi Manhattan. Achei bem bom, é engraçado filmes que são preto e branco por opção, né? Eu gosto. Woody é de longe o meu favorito, e amo os filmes em que ele aparece. Aproveitei que a Rosa Púrpura do Cairo estava disponível no Netflix e assisti esses dias… mas não achei lá grandes coisas. Enfim, eu fiquei interessada nesse dos anões, gosto de filmes que nos tiram da nossa zona de conforto. E Garota Ideal tbm está disponível no Netflix e pensei em assistir, mas dei espaço pra filmes que julguei serem mais aguinha com açúcar. Adoro esses posts com dicas de filmes, <3

    • Olha, pode incluir o Garota Ideal nessa sua fase aí hahahaha não é exatamente água com açúcar, tem todo um drama por trás, mas vale a pena!
      Esse nos anões não é só que tira a gente da zona de conforto, ele arranca a gente dela e nos joga na parede hahahahaha Loucura total!

  4. Acho que Manhattan é meu favorito dos do Woody Allen. Tenho minhas dúvidas, ele lança um filme por ano e tantos deles são bons, fica meio difícil decidir, mas esse especificamente lembro de ter achado genial quando vi anos atrás. Preciso ver de novo até, bem lembrado. O jeito que ele coloca filosofia existencialista nos diálogos sem perder o lado engraçado e ridículo da vida, é isso que faz um filme do Woody Allen.

    Nunca vi nada do Herzog, embora eu queira. Gosto desses filmes bizarros que te fazem questionar tudo no final. Acho que é mais importante sentir alguma coisa com um filme do que de fato entendê-lo. Não que eu queira ver um animal morrendo em filme de novo, já me basta Holocausto Canibal, mas esse pelo menos parece ser bom.

    O último, acho que nem tinha ouvido falar. Parece no mínimo interessante…
    Excelente o seu blog, vou acompanhar de agora em diante.

    delirandoeescrevendo.blogspot.com.br

    • Você definiu Woody Allen! É bem por aí mesmo!
      Agora, Herzog vale muito a pena, viu? EU comecei a assistir filmes dele esse ano e a cada um que vejo tem sido uma surpresa diferente. Ele é muito loucão e criativo, dá vontade de ver todos!
      Obrigada pela visita! :*

  5. Ai cara só de ter Woody Allen na lista eu já gostei.. cê nao tem ideia de como me identifico com ele, por mais q seja polêmico que seja isso ou aquilo.. é mais forte que eu o agrado q eu sinto vendo um filme dele.. acho q é por que amo conversar, amo dialogar, e os filmes deles são praticamente todos embasados nisso..

    sobre os outros eu nunca tinha ouvido falar.. fiquei meio curiosa com esse dos anões..

  6. A Garota Ideal é um dos filmes mais lindos e sensíveis a que já assisti. Acho muito legal e interessante como o filme mostra essa questão de se importar com o outro, de não ridicularizar as pessoas e seus problemas. Gosto de acreditar nessa bondade que há nas pessoas.

    • Não é? Também gostei por esses motivos… Só é triste pensar que talvez hoje seja uma situação muito utópica, né? Acho que se fosse uma história real não seria tranquilo passar por essas dificuldades e ter o apoio incondicional de todo mundo…

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