Filmes anti-dia dos namorados!

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Eu não sei vocês, mas não sou uma pessoa ligada ao futebol, então toda essa comoção não me afeta. Por causa disso meu plano pra hoje é assistir filmes! Mas, como hoje também é dia dos namorados, resolvi ser do contra nas duas coisas, haha!

Essa semana pipocou gente na internet fazendo listas de filmes pra assistir com o(a) namorado(a). Não estou desmerecendo as dicas de jeito nenhum, mas fiquei pensando no que seria o contrário disso. Não é que a gente não deva desejar um final feliz, mas nem tudo são flores num relacionamento e esse meio do caminho é muitas vezes conturbado. O que nos resta é passar por esse processo encarando-o como um processo de aprendizado e amadurecimento que não tem fim.

  • Amour – Michel Haneke, 2012

O dia dos namorados não é só feito de caixa de bombom, mas é feito desse amor aí. Foi o Dudu que disse isso sobre esse filme hoje e achei que coube muito bem. Amour é tão triste e pesado porque é muito cru, na minha opinião, porque mostra exatamente esse amor que atravessa os anos da vida de um casal e que permanece mesmo totalmente transformado. Esse amor que vai fazer você cuidar, dar comida, dar banho, limpar a bunda e aguentar toda a dureza que é envelhecer juntos. É triste, mas é bonito e totalmente real.

  • Blue Valentine – Derek Cianfrance, 2010

Com o título horrível em português Namorados Para Sempre, esse filme está entre um dos mais deprês sobre relacionamentos que já assisti na vida. Ele mostra a degradação da relação de Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling), através dos anos. Contado de forma não-linear, acompanhamos a história desde que se conhecem muito jovens até quando estão tentando salvar seu casamento, já quarentões.

Eu fui assistindo pensando que era um romance (e porque tinha o Ryan Gosling, haha), mas me deparei com uma deprê total e bem realista. Achei um pouco pessimista, não acho que todas as relações estão condenadas a terminar assim, mas é bom pra fazer a gente pensar. E é bem diferente do Amour ali de cima, quase o oposto.

  • Jules e Jim – François Truffaut, 1962

Jules e Jim são amigos. Eles conhecem Catherine e se apaixonam por ela. Mas Catherine se apaixona por Jules e casa com ele. Jim vai para a guerra. Depois que ele volta, Catherine se apaixona por ele, mas continua amando Jules. Jules e Jim continuam amigos mesmo assim. Um triângulo amoroso de pessoas meio descontroladas que não sabem o que querem muito bem. Pelo menos é assim que eu vejo o filme, haha. Eu realmente acho que eles se amam, mas de um jeito meio possessivo e obsessivo que só pode ser prejudicial no final das contas.

É simplesmente impossível ter tudo que você quer da forma que você quer, Catherine, Jules e Jim. Fica a dica! Mas é um filme mais divertido e menos denso do que os outros. É também uma ótima oportunidade pra assistir um filme do Truffaut, caso não conheça nada dele!

  • Lost in Translation – Sofia Copolla, 2003

Queria só começar dizendo que esse é filme dá pano pra manga, pode ser interpretado de mil formas diferentes e isso é ótimo porque ele é maravilhoso e condensa tanta coisa em cenas lindas. Fico triste de ter demorado tanto pra assistir. Deve ter um mês mais ou menos que tive esse prazer. Mas vamos lá, o motivo pelo qual decidi incluí-lo nessa lista é o fato de, entre várias coisas, ele ter me falado sobre se desprender e se deixar ser levado. Nesse sentido, se você não está muito bem no seu relacionamento, acho que isso pode te atingir. Sem dúvida você ficaria desejando que um Bob Harris aparecesse na sua vida.

Charlotte (Scarlett Jonhansson), é uma jovem que acompanha seu marido fotógrafo em uma viagem a Tóquio. Charlotte está entediada e meio infeliz com seu relacionamento e passa horas trancada no quarto do hotel. Bob Harris (Bill Murray) é um ator famoso que está em Tóquio para filmar um comercial de uísque, e passa todo o tempo no bar do mesmo hotel de Charlotte. Um dia, os dois se conhecem e aquela viagem toma outros rumos para os dois. Eles deixam os problemas no hotel e se lançam em uma descoberta, uma aventura pela cidade e por essa amizade que se desenvolve de repente. Não posso detalhar, mas queria só comentar que o filme termina com um final MEGA enigmático de matar qualquer um do coração!

Enfim, é difícil escrever sobre esse filme – e escrever resumido ainda por cima – porque certamente ele renderia muitas páginas, haha. Mas é simplesmente um dos melhores que assisti nos últimos tempos e sem dúvida o melhor da Sofia Coppola.


***

Vou terminar dizendo que não sou contra o dia dos namorados, tá? haha Só acho que ele pode e deve ser pensado diferente. Então, uma boa comemoração pra quem está comemorando!

Espero que tenham gostado das dicas e se você lembrar de outro filme que pode se encaixar nessa lista, me conta! o/

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7 comentários sobre “Filmes anti-dia dos namorados!

  1. Também não curto futebol nem dia dos namorados. Adorei a lista! Encontros e Desencontros é daqueles que, logo que termina, você já quer ver de novo, talvez interpretar de outro jeito…
    E, ah, eu vi que ia passar Jules e Jim de madrugada há alguns anos. Hoje me arrependo de não ter assistido daquela vez. Eu não era ainda fã de Truffaut…
    Beijos!

  2. Pingback: Em cartaz #8: Lost in Translation | Uma cadeira, por favor!

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