Júlio Verde – O Raio Verne

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Nesse fim de semana terminei de ler O Raio Verde, escrito por Júlio Verne em 1882. Na verdade, li todo o livro no fim de semana. Ele é bem curtinho.

Júlio Verne é bem famoso – é considerado um dos criadores da ficção científica – e já tinha ouvido falar em alguma de suas histórias como Vinte mil léguas submarinas e A volta ao mundo em oitenta dias, mas nunca tinha lido de fato. Essa versão de O Raio Verde comprei já tem um tempo por 4 reais numa feira no shopping, mas só agora fui ler. E o escolhi justamente porque ele é curto e daria pra eu ler bem rápido, senão ia ficar sofrendo durante a semana por não conseguir terminar, haha.

Aqui vai uma sinopse(zinha): Helena Campbell já estava com 18 anos e seus tios/tutores resolvem arrumar um marido para ela, o cientista Aristobulus Ursiclos. Porém, Helena só aceitaria se casar depois que conseguisse ver o Raio Verde. Ela leu em um artigo no jornal que esse era um fenômeno que acontecia no por do sol, quando ele lançava seus últimos raios. Helena, seus tios, juntos com os empregados e Aristobulus Ursiclos saem pelas ilhas da Escócia procurando o lugar perfeito para ver o Raio Verde.

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Vou ser bem sincera: comparando com todos os livros que já li até hoje, ele não conta uma SUPER história e o começo do livro é bem lentinho e meio enrolation em algumas partes. Mas Júlio Verne – e a tradução ajudou muito – escreve de um jeito muito leve, então a leitura é bem agradável.

Embora tenha detectado passagens absurdamente machistas no livro e de Helena ser uma personagem irritante de tão mimada, eu o indicaria por vários motivos.

1 – Não sei se Júlio Verne conheceu realmente todos os lugares que aparecem no livro, mas ele descreve tão bem que realmente parece que já esteve lá. Não sei se vocês fazem isso também, mas eu automaticamente procurei no google todas as ilhas pelas quais os personagens passam. Oban, Iona e – a mais linda de todas – Staffa. Deem uma olhada aí na gruta de Fingal. É impressionante!

2 – Como disse, ele é curto, dá pra levar numa viagem, por exemplo. Essa versão pocket tem 225 páginas, mas a fonte é bem grande.

3 – O final me surpreendeu bastante. Não estava pensando que o livro fosse acabar como acabou, mas não vou contar pra não estragar. O livro é considerado uma ficção científica, mas tem um lado, digamos, fofo (?).

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4 – E ele tem ilustrações. Sim, adoro livros com ilustrações! Essas foram feitas por Neville Benett.

Só depois que comprei que vi escrito ali no cantinho da capa que esta versão da Melhoramentos é condensada. Não sei quais podem ser as diferenças entre as versões. Alguém aí já leu, alguém sabe?

De qualquer forma, fica a dica de leitura da semana pra vocês! : )

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8 comentários sobre “Júlio Verde – O Raio Verne

  1. Antes de comentar sobre o livro, menina, ficaram lindas as fotos- na verdade, eu sempre babo nas suas fotos! Hhahahah
    Primeiro, logo fiquei interessada pelo livro com capa, achei lindíssima. Segundo, achei muito divertido a sinopse! O cara era cientista (minha futura profissão!), ou seja, fiquei mega curiosa para saber de toda a historia e o final!
    PS: Continue fazendo mais resenhas, eu amo!
    Beijinhos, querida!

  2. As edições ditas “condensadas” são, em geral, traduções que cortam ou diminuem algumas passagens do estilo detalhista, minucioso e quase enciclopédico, tão típico do autor francês.

    Detalhes técnicos, longas descrições, enumeração de espécies, listas analíticas (relativas a minerais, vegetais e animais) e fantásticas comparações científicas – justamente o que uma grande maioria dos fãs de Verne acha delicioso na escrita do autor – são o alvo principal dos “condensadores”.

    Apesar de não prejudicar o entendimento da história que está sendo contada, muitas vezes esse tipo de adaptação faz com que se perca o ritmo literário que Verne queria imprimir à sua obra.

    Mas o pior é que muitos dos conhecimentos, da didática, dos ensinamentos – enfim, da doutrina verniana, tão cara ao velho Mestre, se perdem da mesma forma.

    P.S. – Longe de ser uma ficção-científica, leiam “O Raio Verde” como o livro mais romântico de Verne, por isso mesmo único e inesquecível.

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